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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

 

http://www.wscom.com.br/noticia/politica/VITAL PUBLICA ARTIGO SOBRE EXPECTATIVAS -162533

http://www.wscom.com.br/noticia/politica/VITAL PUBLICA ARTIGO SOBRE EXPECTATIVAS -162533

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

 
Postado pelo jornalista Walter Santos no www.wscom.com.br

Di Lourenço Marsicano: uma história de decência

De repente, não mais do que repente, como diz a canção, estamos diante da partida indistinta aos humanos, mas que agora encerra um ciclo, uma história em torno do Militante da vida e da cidadania, Di Lourenço Marsicano, ex-vereador de João Pessoa, onde chegou a assumir a presidência da Câmara Municipal e, ato seqüente, esteve interinamente no comando da Prefeitura de João Pessoa.
Dele, haveremos de cultuar a imagem de um cidadão de bem na expressão exata da palavra. Pai de família exemplar, companheiro de lutas memoráveis na Paraiba a partir de João Pessoa, exerceu diversos cargos públicos importando-se em servir ao bem público sem nunca se envolver com problemas de natureza alguma.

De uns tempos em diante de sua vida grudou na sua imagem, assim como muitos poucos hoje assumem, a condição de Marizista – espécie de defensor dos ideais e da linha política liderada pelo ex-governador Antonio Marques da Silva Mariz, homem público de primeira linha na desvirtuada vida pública nacional e que, por azar da Paraíba, não teve saúde para implementar o mais forte governo Reformista de todos os tempos.

Marsicano era um Marizista de primeira hora. Não havia um movimento em torno dos passos políticos de Mariz, que não o visse por perto propondo, sugerindo, envolvido até o gogó com lutas em favor da Paraiba.

Na família, um pai, irmão, avô espetacular. Voz mansa, mas firme que nem o tinintar dos sinos, reverberava conhecimentos e liderança tantas para deixar aos que ficam uma história típica de um homem bom, dos que Deus põe na terra para semear decência e conduta especial.

Como diz a canção, “qualquer dia, amigo/ a gente vai se encontrar”.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

 

RECONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA


Quem quiser que não acredite na metamorfose que está transformando o Brasil, nesses últimos meses. Rápido e surpreendente, assistimos, a todo o momento, avanços da comunidade brasileira com destaque para a adoção de providências contra a corrupção, malversação do dinheiro público e a impunidade. Que não me tenham como agitador, mas as contestações do povo nas ruas despertaram o interesse dos poderes constituídos para auto-correção. A partir daí, percebe-se o exercício de transparência das ações espelhadas para o grande público, pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, divulgadas por todos os meios de comunicação do país. Quem andava em estado letárgico, ou sem dá quase nenhuma atenção, a prestação de contas de seus atos para a opinião pública, passou a ser vedete publicitária. A força das ruas não só fez a classe política se contorcer de vergonha e retroceder a seus valores, mas fazer com que os integrantes e dirigentes dos outros entes públicos brasileiro, se voltassem para uma participação mais efetiva neste grande momento de reconstrução nacional. De repente, todo mundo percebeu que o Brasil acordou pelo eco das ruas e, o tamanho do barulho continua se expandindo em todas as direções. Um fato novo irreversível, advindo desta fenomenal movimentação, é que surgiu de forma espontânea, através da Internet e o outrora "cassique polítrico" desapareceu. Quem sabe da força deste instrumento de comunicação alcança que, enquanto tiver disponibilidade de redes sociais, o impulso desta nova geração na participação das decisões de governo, não será contido, e, acreditem, jamais o país voltará a dormir como antes. Por outro lado, democraticamente, compete a maioria dos homens de bem que integram as instituições públicas brasileira, o empresariado e a sociedade civil organizada, ajustarem as ações estabelecidas pelo povo nas ruas, aos interesses nacional. Os focos de vandalismo perturbadores, executados por uma minoria criminosa, devem ser superados com ações moralizadoras, através de repressão preventiva e ostensiva e não devem concorrer para desânimo dos que querem e podem fazer um país melhor.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

 

REPENSANDO O BRASIL


Estamos assistindo um espetáculo que projeta as condições da conjuntura brasileira para muita preocupação. O país está pegando fogo, sem bombeiro para apagar. Só se discute política eleitoral  sobre  as próximas eleições de 2014 e quase nada sobre os graves problemas da atualidade, que afetam a nação brasileira . A situação econômica mundial; os movimentos de contestações de junho a julho; o custo Brasil; o atraso tecnicológico; a baixa competitividade dos produtos brasileiros;   os problemas infra-estruturais; a desvalorização do Real; o aumento dos juros;  a volta da inflação; a corrupção e a fragilidade dos entes públicos para darem soluções rápidas ao que o povo reclama na saúde, educação e segurança. Esses São alguns dos temas  que geraram um redemoinho avassalador em torno dos três poderes da república, eclodindo crises com sombrias expectativas. O primeiro enfoque que deveria pautar o discurso das autoridades é a  falta de consciência cívica, que encoraja os desvios de conduta dos cidadãos; em seguida a  falta de transparência dos que governam; espertezas de empresários e leniência de agentes públicos, com poucas exceções. A redemocratização do país e a edição de nova Carta Magna em 1988, com todo aparelhamento jurídico para disciplinar e desenvolver o país tornou-se anêmica, durou pouco e está  sucumbindo, dando lugar ao caos. A democracia virou anarquia e as disposições Constitucionais distorcidas, por alguns,  para proteger poderosos, empurra a indignação para as ruas e gera a insegurança social, causando instabilidade no país. As disposições legais da Constituição, que induziram a criação de um acervo de leis, decretos e regulamentos decorrentes, parecem não mais resistir às mutilações para acomodar pontuais interesses individuais. Fossem essas disposições cumpridas, tanto de parte dos cidadãos, como dos governos municipais, estaduais e federal e pelo o setor privado nacional, seríamos, hoje, um dos países mais desenvolvidos e respeitados do mundo. Daí porque se faz uma indagação: Será que a atual conjuntura política e econômica, sob a liderança dos mesmos protagonistas desse cenário, será capaz de auto-correção e de fazer o redirecionamento do país para o rumo concebido na “Constituição Cidadã”? Pelos últimos acontecimentos e o nível das contestações que foram às ruas, o que se tem como certo é de apenas muitas dúvidas atordoando toda nação brasileira, principalmente das novas gerações. Constata-se que faltou ao estado brasileiro, em todos seus níveis de poder, gerar uma consciência cívica coletiva, estruturada nos valores da moralidade, espiritualidade e ética.  Enquanto isto não for impregnado como cultura e educação do povo, o descontrole vai prosperando com o ressurgimento dos protestos e das greves, acarretando mais problemas e agravamento da situação. Urge, portanto, providências urgentes e confiáveis. A primeira delas será nutrir sentimento patriótico no povo brasileiro, através da educação e cultura ao cidadão, indistintamente da  condição política, econômica e social. Segunda, doutrinar o povo como eterno vigilante dos interesses nacionais, contumaz  observador  praticante dos seus direitos e obrigações. Basta cada um cumprir a lei para ajeitar o país.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

 

CABO BRANCO/PONTA DE SEIXAS - DESLEIXO

CABO BRANCO/PONTA DE SEIXAS - DESLEIXO
(publicado no jornal Contra Ponto de 12 a 18/07/2013, pagina A-2)
 Wilson Terroso de Sousa (Economista)

Assisti, em dias da semana passada, numa das emissoras de televisão da nossa capital, mais uma reportagem sobre as precárias condições em que se encontra a Ponta e Seixas, nosso Cabo Branco. Ha cerca de 90 dias, a imprensa noticiou que a Caixa Econômica Federal estaria com 15 milhões de reais para serem liberados com destino as sonhadas obras de proteção da falésia, mas a liberação ainda iria demorar. Um dos turistas que foi entrevistado hoje foi até certo ponto irreverente e discorreu sobre a macabra paisagem como um comprometedor descaso, apontando o desleixo das autoridades responsáveis e, até mesmo da população da cidade.

Engolimos seco, mas o problema já é bastante conhecido nosso e do conhecimento público, que há mais de trinta anos o processo de erosão se instalou na ponta do Cabo Branco, com o mar avançando e deglutindo a barreira. São os agentes naturais como correntes marinhas, ventos, ondas e chuvas que agem livremente destruindo o Cabo Branco e esta ação demolidora está atuando mais no inverno que chegou com muita intensidade, aqui no litoral. 

O acinte à nossa contemplativa paciência nos provoca a uma digressão: Durante o transcurso desses mais de trinta anos, em que apareceu este processo demolidor, as intervenções urbanas ocorridas no local, ao contrário do que deveria acontecer, só atuaram em cima do morro para praticar tudo o que não deveria a fim de conter o processo erosivo. Recordemos que tudo começou pelo o desmatamento da Mata Atlântica, suprimindo-se-lhe as raízes de sustentação do solo arenoso,  tornando-o mais permeável e mais sujeito à infiltração das águas das chuvas; que foi implantada uma malha viária de uso intenso, destinada ao tráfego de veículos leves e pesados, vibrando sobre a coroa do morro; que se construíram equipamentos pesados como o trevo do farol e o monumental complexo da Estação Ciência; que se implantaram parques de estacionamentos e de equipamentos outros da construção civil; e que tudo isto, aumentou a pressão sobre as terras mais vulneráveis, sem as amarras das raízes suprimidas e sem uma drenagem eficiente. A explicação pode não ser científica,  mas as evidências são  lógicas no quadro retratado.  É constrangedor reconhecer, mas o nosso deseducado visitante está certo. Fomos levados historicamente a cúmplices de um verdadeiro crime ecológico, por assentir com o silencio dos tímidos, a ausência das autoridades responsáveis negligenciarem as providências complementares na base do morro. Aceitamos tudo com passividade, mesmo  contemplando esta insensata agressão a natureza que contraria até  o postulado bíblico de que:  "não se deve construir em alicerce de areia ".

Voltando aos recursos que estão na Caixa Econômica, destinados as obras de contenção da barreira,  15 milhões de reais, tudo indica que provém do governo federal, conseguidos através de projeto aprovado, que levou anos de estudos de viabilidade, realizados por pessoal especializado, com elevado custo financeiro. Somos induzidos a acreditar ser a opção encontrada de solução mais adequada e conveniente, também ao meio ambiente, dentre todas as alternativas estudadas. A princípio, uma excelente conquista para nos redimir da  leniência com a omissão das autoridades , porque devemos ter em mente que o Cabo Branco é um recurso turístico natural, dado por Deus a todos nós  paraibanos,  que tornou-se  um monumento Histórico e Geográfico o qual agregou expressivo valor econômico as atividades turísticas da Paraíba.

O Cabo Branco deve ser cuidado não somente  pela exuberante beleza paisagística, mas, também, como fator indutor de formação de emprego, renda e de prestígio internacional que toca na vaidade do povo paraibano. É este o espectro que se espera na visualização do seu futuro.

No entanto, quando a CEF diz que a liberação ainda vai demorar, podem esperar que se trate de uma análise mais aprofundada, talvez, para assegurar suas preocupações com a viabilidade na aplicação dos recursos. Coisas da burocracia bancária brasileira. Vai ver que, por ser um projeto atípico, a CEF  justificará não ter pessoal especializado para fazer tal análise rapidamente e terá que contratar técnicos de fora dos seus quadros para tal. Corre o risco de levar mais tempo com procedimentos licitatórios e mais custos que certamente  correrão à conta da Prefeitura os quais, provavelmente serão subtraídos do dinheiro depositado. Isto é uma realidade palpável e facilmente previsível nas transações bancárias.

Eis aí um grave problema que desafia a movimentação dos nossos  Parlamentares municipal e estadual na direção de ajudarem o Poder Executivo agilizar o desentrave desses recursos, para logo as sonhadas obras começarem. Se deixarem o tempo correr naturalmente, vamos assistir mais avanços e desmoronamentos  comprometendo o nosso famoso marco geográfico universal, com todos os riscos decorrentes, inclusive, de perder  a sua referência de ponto mais oriental das Américas.

Recomendo leitura:
http://pedroseverinoonline.blogspot.com.br/2009/04/proposta-para-protecao-da-falesia-do.html

sexta-feira, 19 de abril de 2013

 

PONTA DO SEIXAS - CABO BRANCO 

Destruindo-se em pleno verão




A Caixa Econômica Federal está com 15 milhões de reais para serem liberados com destino as sonhadas obras de proteção da barreira do Cabo Branco mas, segundo noticias divulgadas na imprensa, a liberação ainda vai demorar.

É do conhecimento público que há mais de trinta anos o processo de erosão se instalou na ponta do Cabo Branco, com o mar avançando, deglutindo a barreira. São os agentes naturais como correntes marinhas, ventos e chuvas que agem livremente destruindo o Cabo Branco. A preocupação maior é que a ação demolidora atua mais no inverno e há uma expectativa pelo cenário do tempo, que este venha com muita intensidade, aquí no litoral.

Há um toque comprometedor  no histórico desse avanço do mar sobre a barreira, tanto para técnicos, como para as autoridades e até para a população da cidade. Durante o transcurso desse tempo, os registros indicam que só houve intervenção lá em cima do morro para praticar tudo que não deveria acontecer na direção de conter o processo de erosãodo do Cabo Branco: Começou pelo o desmatamento da Mata Atlântica, suprimindo-se-lhe as raízes de sustentação do solo arenoso,  tornando-o mais permeável e mais sujeito à infiltração das águas das chuvas; Se implantou uma malha viária de uso intenso, destinada ao tráfego de veículos leves e pesados, vibrando sobre a coroa do morro; se construiu equipamentos pesados como o trevo do farol e o monumental complexo da Estação Ciência; Se implantou parques de estacionamentos e de equipamentos outros da construção civil. Tudo isto, aumentando a pressão sobre as terras mais vulneráveis, sem as amarras das raízes suprimidas e sem uma drenagem eficiente. Isso posto, é constrangedor reconhecer que fomos levados historicamente a cumprices de um verdadeiro crime ecológico, por assentir com o silencio dos tímidos, a ausência das autoridades responsáveis negligenciar as providências complementares na base do morro. Aceitamos tudo com passividade, mesmo  contemplando este laudo de insensatez, que contraria até  a divina lei da Bíblia de que:  "não se deve construir em alicerce de areia ".

Voltando aos recursos que estão na Caixa Econômica, destinados as obras de contenção da barreira,  15 milhões de reais, tudo indica que provém do governo federal, conseguidos através de projeto aprovado, que levou anos de estudos de viabilidade, realizados por pessoal especializado, com elevado custo financeiro. Isso induz acreditar ser a opção de solução mais adequada e conveniente, também ao meio ambiente, dentre todas as alternativas estudadas. Esta conquista foi ótima para nos redimir, porque devemos ter em mente que o Cabo Branco é um recurso turístico natural, dado por Deus aos paraibanos e tornou-se  um monumento Histórico e Geográfico que agregou expressivo valor econômico para a Paraíba. Deve ser cuidado não somente  pela exuberante beleza paisagística, mas, também, como fator indutor de formação de renda e de prestígio internacional que toca na vaidade do povo paraibano. É este o espectro que se espera na visualização do seu futuro.
No entanto, quando a CEF diz que a liberação ainda vai demorar, podem esperar que se trata de uma análise mais aprofundada, talvez, para assegurar suas preocupações com a viabilidade na aplicação dos recursos. Coisas da burocracia bancária brasileira. Vai ver que, por ser um projeto atípico, a CEF  justificará não ter técnicos especializados para fazer tal análise rapidamente e terá que contratar técnicos de fora dos seus quadros para tal. Corre o risco de levar mais tempo com procedimentos licitatórios e mais custos que, certamente,  correrão à conta da Prefeitura os quais, provavelmente serão subtraídos do dinheiro depositado. Isto é uma realidade palpável e facilmente previsível nas transações bancárias.

Eis aí um problema grave que desafia a movimentação dos nossos  Parlamentares, na direção de ajudarem ao Poder Executivo agilizar o desentrave desses recursos, para logo as sonhadas obras começarem . Se deixarem o tempo correr naturalmente, até o inverno chegar, a cidade vai assistir mais avanços e desmoranamentos  contra o nosso famoso marco geográfico universal, com todos os riscos decorrentes, inclusive, de perder  a sua referência de ponto mais oriental das Américas.

sábado, 13 de abril de 2013

 

ONDE O SOL NASCE PRIMEIRO?

ONDE O SOL NASCE PRIMEIRO?
ERNANI SARTORI (http://www.aondevamos.eng.br/verdade/artigos/ondeosolnasce.htm)
Ernani Sartori deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ONDE O SOL NASCE PRIMEIRO?":

Esse astronauta canadense que disse que é em João Pessoa onde o sol nasce primeiro deu o maior fora da vida dele, pois demonstrou não conhecer nada sobre a posição do sol e enxerga a questão pelo mapa, como qualquer outro leigo. Com essa, vê-se que ele é mais astronauta do que cientista. 

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O primeiro dia da era 2000 fez o nascer do sol ser alvo de vibrante atenção em todo o mundo e no Brasil também e, como esperado, dúvidas se originaram a esse respeito.
Sendo assim, torna-se importante esclarecer algo a respeito dos horários de nascimento do sol neste continente. Em meados de 1999 elaboramos um sofisticado programa de computador que calcula a posição do sol de instante a instante em qualquer dia e em qualquer lugar do planeta e que produz resultados com altíssima precisão.
Pelo fato da cidade de João Pessoa (PB) estar situada no ponto mais oriental das Américas, muita gente ainda acredita que o sol sempre nasce lá por primeiro. Mas, ao contrário do que muita gente pensou, no dia 01/01/2000 o sol não nasceu primeiro em João Pessoa. Porém, tal resultado não se torna evidente pela simples verificação do mapa. Vamos aos números e às explicações, cujas informações apenas e simplesmente retratam a realidade física da nossa admirável Natureza. Assim, de acordo com os resultados do nosso programa, que tem a precisão nos segundos, em 01/01/00 o sol nasceu em João Pessoa (Ponta do Seixas) às 05:05:29, em Recife às 05:04:11, em Maceió às 05:04:48, em São José da Coroa Grande (PE) às 05:03:52, em Peroba (AL) às 05:03:51, em Vitória (ES) às 05:03:33 e no Cabo de São Tomé (RJ) às 05:03:06. O horário de verão não está sendo considerado e o sol está a 0,12 grau acima do horizonte e ao nível do mar. Logo, naquele dia, João Pessoa foi a quarta Capital do Brasil a receber os raios do sol e ficou numa colocação indeterminada entre as inúmeras localidades do litoral de Alagoas à Paraíba além daquelas dos Estados do Espírito Santo e do Rio, onde o sol nasceu antes disso acontecer em João Pessoa. Em 01/01 o sol nasce primeiro no Cabo de São Tomé mas já no dia 08/01 aquele lugar perde para São José da Coroa Grande e Peroba, entre outras.
Os correspondentes resultados para o dia 01/01/00 para João Pessoa, Recife e Rio de Janeiro, fornecidos com a precisão nos minutos pelo Observatório da Marinha dos Estados Unidos são 05:06 para João Pessoa, 05:05 para Recife e 05:11 para o Rio. Fazendo o nosso programa dar os resultados em minutos obtemos 05:06 para João Pessoa, 05:05 para Recife e 05:11 para o Rio, para o mesmo dia. Portanto, os resultados de ambos programas conferem exatamente entre si.
No verão o sol nasce primeiro no Sudeste, em Alagoas e Pernambuco, enquanto que no "inverno" o sol nasce primeiro no Rio Grande do Norte (ver tabela). Em 20/06, por exemplo, o sol nasce em Natal às 05:27:51, em João Pessoa às 05:28:34 e em Recife às 05:30:37. Devido ao fato do Cabo Branco em João Pessoa estar situado no ponto mais oriental das américas, houve a tendência de achar que aquela posição (a longitude) garantisse o nascimento do sol em primeiro lugar. Se o eixo da Terra fosse vertical, então o sol nasceria sempre primeiro em João Pessoa. Porém, a Terra tem uma inclinação de 23,5 graus e tem também o movimento de translação, que modificam a posição de qualquer cidade relativamente aos raios do sol durante o ano. A posição relativa de uma localidade no inverno é bem diferente daquela do verão sendo que no inverno do hemisfério sul o sol nasce mais ao norte enquanto que no verão deste hemisfério o sol nasce mais ao sul.
Traçando um caminho dos primeiros raios de sol na porção continental do Brasil, podemos dizer o seguinte. No começo de janeiro o sol nasce primeiro no Sudeste mas já nos primeiros dias deste mês vai para Alagoas e Pernambuco e em meados de março vai a João Pessoa; em meados de maio vai para o Rio Grande do Norte ficando lá até meados de agosto; volta para João Pessoa e sai de lá em meados de outubro, indo novamente para Pernambuco e Alagoas e no começo de dezembro vai para o Sudeste.
É importante chamar a atenção para a questão do momento em que o sol realmente nasce. Não devemos considerar a hora do seu nascimento como sendo aquela do início da claridade matinal que sempre antecede o seu verdadeiro nascimento. Tal claridade começa cerca de 20 a 35 minutos antes do sol realmente nascer e quando o astro-rei ainda se encontra abaixo do horizonte e, portanto, ainda não nasceu. Mesmo que essa claridade dê a impressão de que os primeiros raios apareçam mais cedo, essa é uma luz tangente, refletida pela atmosfera e não incidente no local considerado. O nascer do sol só acontece quando a borda superior do disco solar aparece acima do horizonte. Não se pode, assim, tomar dois horários diferentes (o início dessa claridade matinal e o do surgimento do sol acima do horizonte) para a comparação do nascimento do sol entre dois locais, pois são referenciais distintos.
Além disso, devemos fazer uma distinção entre o nascimento do sol ao nível do mar e em grandes altitudes. Uma parte da mídia brasileira divulgou o primeiro nascimento do sol de 2000 no Brasil como tendo ocorrido num lugar do Espírito Santo cuja altitude beira os mil metros. Como sabemos, quando queremos ver algo que está mais distante subimos numa elevação qualquer. O mesmo acontece para vermos o sol. Subindo numa montanha bem alta, nós veríamos o sol nascer em um lugar mais distante e o cume dela "veria" os raios quase ao mesmo tempo do que naquele lugar ao longe, mas o sol não teria chegado ou nascido na base daquela montanha, onde normalmente vivem as pessoas.
Para que a Ponta do Seixas (ou Cabo Branco) em João Pessoa, pudesse receber, de fato, os primeiros raios de sol do continente antes do Cabo de São Tomé e Natal durante o ano inteiro, a longitude daquela extremidade deveria ser menor em no mínimo 37 minutos de grau, o que corresponde a cerca de 69 km de terra a mais para dentro do mar. O Cabo Branco continuará sendo o ponto mais oriental das américas mas, como vemos, não há um único lugar no continente durante o ano todo onde o sol nasce primeiro.
DATA NATAL JPESSOA RECIFE PEROBA MACEIÓ VITÓRIA S.TOMÉ
01/01/00 05:09:34 05:05:29 05:04:11 05:03:51 05:04:48 05:03:33 05:03:06
10/01/00 05:14:05 05:10:07 05:08:53 05:08:37 05:10:09 05:09:21 05:09:05
20/01/00 05:18:32 05:14:46 05:13:41 05:13:32 05:15:09 05:16:04 05:16:07
01/02/00 05:22:35 05:19:09 05:18:18 05:18:21
10/02/00 05:24:33 05:21:24 05:20:45
20/02/00 05:25:38 05:22:50 05:22:25
01/03/00 05:25:41 05:23:15 05:23:06
10/03/00 05:25:03 05:22:58 05:23:03
20/03/00 05:23:51 05:22:09 05:22:30
01/04/00 05:22:08 05:20:54 05:21:34
10/04/00 05:20:58 05:20:03 05:20:58
20/04/00 05:20:02 05:19:29 05:20:38
01/05/00 05:19:42 05:19:31 05:20:56
10/05/00 05:20:06 05:20:11 05:21:47
20/05/00 05:21:16 05:21:36 05:23:23
01/06/00 05:23:30 05:24:04 05:26:01
10/06/00 05:25:33 05:26:13 05:28:14
20/06/00 05:27:51 05:28:34 05:30:37
01/07/00 05:29:59 05:30:39 05:32:41
10/07/00 05:31:05 05:31:39 05:33:36
20/07/00 05:31:20 05:31:43 05:33:32
01/08/00 05:30:06 05:30:12 05:31:49
10/08/00 05:28:03 05:27:53 05:29:19
20/08/00 05:24:45 05:24:15 05:25:28
01/09/00 05:19:38 05:18:43 05:19:38
10/09/00 05:15:15 05:14:00 05:14:41
20/09/00 05:10:47 05:08:56 05:09:27
01/10/00 05:04:39 05:02:37 05:02:45
10/10/00 05:00:35 04:58:13 04:58:06
20/10/00 04:57:51 04:54:07 04:53:45
01/11/00 04:54:54 04:50:45 04:50:05
10/11/00 04:53:03 04:49:36 04:48:45 04:48:48
20/11/00 04:53:36 04:49:53 04:48:51 04:48:44 04:49:53 04:51:42 04:51:50
01/12/00 04:56:02 04:52:05 04:50:52 04:50:37 04:51:39 04:51:32 04:51:18
10/12/00 04:59:17 04:55:13 04:53:55 04:53:35 04:54:32 04:53:23 04:52:57
20/12/00 05:03:51 04:59:43 04:58:23 04:58:01 04:58:57 04:57:19 04:56:48
HORÁRIOS DO NASCER DO SOL SEM LEVAR EM CONTA O HORÁRIO DE VERÃO. OS HORÁRIOS DADOS ACIMA SÃO PARA O NÍVEL DO MAR E SEM BARREIRAS À FRENTE DO OBSERVADOR COMO NUVENS, MORROS E PRÉDIOS. NOS HORÁRIOS INDICADOS, O SOL ESTÁ A 0,12º ACIMA DO HORIZONTE.
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SOBRE O AUTOR
Ernani Sartori é editor científico de publicações internacionais
Email: solar@members.ises.org
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OTIMIZADOS COMENTA:
Muito curioso o artigo, mas, de relance, muito polêmico. O teor científico e especificidades apresentadas pelo autor, é um desafio para quem pode provar o contrário. Os números tabulados apontam para um equívoco de marketing de que a Paraíba vem usufruindo, com bons resultados. De qualquer forma, o sol pode não nascer primeiro na Ponta de Seixas, em João Pessoa, mas,mesmo com todo avanço do mar e relaxamento das instituições responsáveis, a Ponta de Seixas ainda é o único marco geográfico universal, do ponto mais oriental das Américas.Wilson Terroso.

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