segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Peçonha virtual
>
> Artur Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado
> no seio de uma ridícula família burguesa, que se acha
> aristocrata só porque tem a falta de imaginação de
> repetir o mesmo nome há quatro gerações.
> É um cafajeste metido a refinado, que grita com
> mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma
> surra no Presidente da República..
> ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou
> trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas
> do avô coronel. E que a vô, hein? Fraudador de
> painel de votação do Congresso que, quando se viu
> prestes a perder o mandato, não honrou as calças que
> vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu.
> Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha
> no direito de ameaçar publicamente o Presidente da
> República do Brasil, eleito com a maior votação da
> história. Queria ver ser macho pra ameaçar um dos
> generais ditadores que seu vovô tanto apoiava.
> Bravateiro, inconseqüente, arrogante, sem um pingo de
> compostura e decoro para exercer o cargo que exerce.
&g t; A louca da Heloísa Helena, que acha que ser de
> esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das
> privadas da direita, o qual vem exercendo há tempos,
> também achou bonito ameaçar de pancada o mandatário
> maior da nação. É claro que não foi levada a sério,
> pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo,
> sempre teve fama de histérica e mal-amada, que faz da
> agressividade verbal exibicionista uma espécie de
> sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até
> naquele Congresso de bufões.
> O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal
> de todos os tempos.Com raras e honrosas exceções, que
> só confirmam a regra.
> E também, salvo as raras e honrosas exceções
> confirmadoras, o Brasil tem hoje a pior imprensa que
> já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos
> Lacerda e David Nasser bateram as botas.
> A começar pelas "estrelas" dos noticiários e
> programas de entrevistas.
> Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que cometeu
> três filmecos pornográficos, metidos a cult.
> Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres
> de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e
> resolve torrar nossa paciência de outro jeito:
> fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo
> Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era
> ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar.
> Agora, imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é
> Arnaldo Jabor.
> Jô Soares é o filho único de um casal de
> grã-finos, criado no Copacabana Palace, e que nunca
> conseguiu superar a idade mental de doze anos. Tanto
> que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um
> homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na
> cara, continua se comportando como o garoto gordo que
> faz o papel de bobo da classe. Acha que é engraçado,
> quando está sendo apenas ridículo. Acha que é mais
> inteligente que todo mundo, quando só é arrogante.
> Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador
> estadunidense, imitou em tudo, até no cenário, e com
> isso se sente no direito de humilhar seus
> entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até
> sua platéia. Ou claque, melhor dizendo.
>
> Agora, decidiu que seu papel de deformador de opinião
> é fazer campanha declarada contra um governo que foi
> democraticamente eleito.
> Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um
> grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o
> máximo por serem debochadamente chamadas de
> "meninas".
> Cristiane Lobo ri com cara de idiota e concorda com
> tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o
> empreguinho global e ter de cobrir defunto de
> periferia na Record.
> A pobre professora da USP , que deve estar por lá
> atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários,
> tenta falar, mas, é sempre atropelada por Lúcia
> Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa pra lá, com aquela
> cara de "tia" que entende a ignorância das
> criancinhas.
> Ana Paula, aquela mistura de loura do Tchan com
> foca de jornal de bairro, é tão competente que só
> conseguiu emprego mesmo no falido JB. Diz um monte
> de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e
> bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite
> tardio para posar na Playboy.
> E tem a Lúcia Hipólito, a pior figura que já
> apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é
> brega, é antipática, é arrogante, é mal educada,
> interrompe a fala das outras e ainda se acha a última
> coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada das
> antigas histórias da Disney. É o estereótipo da perua
> de família rica que quer se afirmar como
> "intelectual" pra esnobar as amigas no chá das cinco.
> Apresenta-se como "cientista política". Como assim,
> "cientista"? Alguém já leu algum artigo científico
> desta senhora? Já discutiu seus livros em algum
> congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela
> realiza suas pesquisas científicas em qual
> instituição?
> O que se sabe é que exerce função de jornalista e
> pelo que se intitula, sem ter a devida formação na
> área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo.
> Solta batatas imperdoáveis até na boca de um estudante
> de primeiro período de sociologia. Como a da última
> quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que
> não poderíamos ter escolhido Lula para "gerenciar" o
> Brasil, "pois ele nunca gerenciou nem mesmo um
> carrinho de pipocas".
> Claro que to do mundo que estudou "ciências
> políticas" sabe o quanto é importante a experiência
> gerencial de carrinhos de pipocas na carreira de um
> presidente da república, não é mesmo?
> Alguém precisa avisar à "cientista" que o cargo de
> Presidente da República é representativo e não
> gerencial. E que o Estado não é uma empresa. Tem
> relações sociais, econômicas e humanas bem mais
> complexas que uma padaria ou uma fábrica de
> automóveis. Não pressupõe a hierarquia existente em
> uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a
> gente fosse escolher Presidente, como se escolhe
> gerente, era melhor fazer concurso público em vez de
> eleição.
> A única das "meninas" que dizia coisa com coisa, a
> veterana jornalista Teresa Cruivinel, foi posta pra
> fora do programa, ou saiu de lá correndo para não
> pagar mais mico naquele festim idiota, que mais parece
> um fim de tarde na Daslu.
> E o que temos na mídia impressa? A revista VEJA.
> A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já
> deixou de ser uma publicação jornalística, pra
> embarcar no gênero ficcional com narrativa de
> literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que
> só poderiam existir mesmo na ficção fantástica, como o
> Diogo Mainard.
> Eu até acredito em fadas, saci, duendes e
> fantasmas. Mas, não acredito que alguém como o Diogo
> Mainard possa existir de verdade.
> O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção
> fantástica, a VEJA devia ter, pelo menos, treinado
> seus repórteres, distribuindo um exemplar de "Os
> Cavalinhos de Platiplanto", clássico do gênero,
> escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária
> faria com que as criaturas, pelo menos, conseguissem
> imaginar uma historieta melhor do que esta de Fidel
> mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha
> de Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por
> que não caixas de charutos, que seria mais verossímil?
> Ou será que Fidel invadiu o Paraguai desde 2002 e a
> gente ainda não sabe?
> As outras publicações chafurdam num mar de
> jabaculês, sensacionalismo e ignorância.
> Nem escrever corretamente em português conseguem
> mais.
> Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente> comprometida com as forças conservadoras que forma a
> opinião da classe média brasileira.
> A classe média brasileira que é tonta, idiota e
> tem péssima formação educacional. Quem chega a fazer
> faculdade, nunca mais lê um livro, depois que se
> forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair
> Ribeiro.
> Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada
> às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente
> elite, adotando as idéias e comportamentos da gentalha
> da mídia, que forma sua opinião.
> Já a elite d e verdade é hipócrita, canalha,
> egoísta e cruel. Tem ódio de Lula, por ser mestiço,
> nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada por
> ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta
> da baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre,
> nem nordestino era, apenas um moderado socialista.
> É uma elite pobre de cultura e formação,
> composta por quatrocentões decadentes, descendentes de
> degredados, que se julgam nobres e por emergentes
> ridículos, que se sentem quatrocentões.
> Uma elite ignara, que compra livros como de
> fo ssem azulejos, para decorar paredes.
> E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto
> Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para
> poder continuar a habitar a casa grande, precisa
> deixar a senzala comer um pouco melhor.
> Não, Poeta Cazuza, eu não vou "pedir piedade para
> esta gente careta e covarde!" "Pelo menos esta noite,
> não." Estou mais é querendo que todos eles vão pro
> diabo que os carregue.
> Estou de saco cheio de tanta baixaria,
> mediocridade, autoritarismo, maucaratismo e violência
> real e simbólica.
> Estou de saco cheio de ver esses cretinos
> mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o
> sonho do povo se realize.
> Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que
> tentam convencer o povo de que ele sempre toma a
> decisão errada e que, por isso, é melhor não decidir
> mais e entregar o país pra que eles, os iluminados,
> governem.
> Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se
> repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me
> entendo por gente: a elite canalha governando, mesmo
> que à força. A c lasse média pusilânime aplaudindo, e
> se sentindo representada, como se tivesse algum
> poder. E o povo, sofrido e conformado, "levando pedras
> como penitente" e sonhando com um Messias, que o virá
> salvar.
> Estou de saco cheio de ver o país dar um passo
> adiante e dez para trás, por que o progresso
> democrático contraria os interesses de meia dúzia de
> poderosos, cuja ganância é maior que o tempo que eles
> terão de vida para aproveitar o produto de sua
> perversidade.
> Estou de saco cheio de ver o único Governo em
> muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar
> moradias, criou um programa de segurança alimentar
> para atender os famintos, assumiu a liderança da
> América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser
> execrado diariamente nos jornais, como se tivesse
> inventado a corrupção, a violência e todos os
> problemas que o país arrasta há quinhentos anos.
> Estou de saco cheio de saber que isso é
> preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de
> manter privilégios inaceitáveis, sim. Pois quando o
> sociólogo da Sorbone quebrou o país três vezes,
> liquidou o patrimônio do país a preço de banana,
> sucateou o parque industrial do país com uma política
> monetária absurda, multiplicou a dívida externa e
> comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se
> reeleger, nunca mereceu da mídia o linchamento diário
> que vêm recebendo o Governo Lula e o PT. Nunca foi
> desrespeitado em plenário pela oposição da forma como
> o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi
> ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um
> herdeirozinho de quinta categoria.
> Estou de saco cheio de ver tanta injustiça, tanta
> mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade
> com o futuro do país, no esforço de criar uma crise
> que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira,
> pois trata como novidade práticas seculares.
> E tudo isso em um momento que poderíamos estar
> aproveitando para crescer, promover o bem-estar do
> povo, afirmar nossa grandeza como nação pacífica e
> progressista diante do mundo.
> Eles não se importam em jogar na lata do lixo da
> história o futuro das nossas crianças, desde
> que´possam trazer de volt a ao poder o partido da
> compra de votos, da privataria, da dengue, da
> quebradeira e do apagão
> Eles não pensam que, se interrompermos os projetos
> sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de
> brasileiros, estaremos fomentando ainda mais os
> bolsões de miséria, donde sairão os bandidos que
> matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos
> e netos.
> Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a
> cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos,
> sem ouvir a voz do Ministro Gil cantando
&g t; insistentemente em seus ouvidos "gente estúpida, gente
> hipócrita" ?
>
> Se você está acostumado a ler meus textos, deve
> estar espantado e até indignado com a virulência e
> agressividade deste aqui. Deve estar também de saco
> cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas
> linhas. Pois saiba que é exatamente assim que estou me
> sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida
> a um bombardeio diário de baixarias e canalhices
> golpistas daqueles que querem única e exclusivamente o
> poder.
> Esse texto é um desa bafo, uma vingança, um grito
> transbordante de quem está de saco cheio de agir
> corretamente, de respeitar os outros, de seguir as
> leis, a Ética, os bons modos, o politicamente correto
> e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre
> o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia
> sobre a vontade de mudar pra melhor.
> É um gesto de legítima defesa, destes que a
> campanha do "NÃO" tanto nos convenceu ser um direito.
> O texto está ofensivo, grosseiro, chocante? Que
> bom! Era isso mesmo que eu queria.Que toda a bile que
> derr amei aqui possa chegar até essa gente nefasta e
> provocar neles raiva, amargor, ódio, ressentimento.
> Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na
> cabeça e infernizando a alma por muito tempo.
> Tomara que todos eles leiam. E tenham um mau dia.
> Uma péssima semana. E um mês pior ainda.
>
sábado, 26 de novembro de 2005
Marmeladas e roubalheiras
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
já é possível viver de blogs
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Ney pedirá explicação à procurador sobre processo da Embrasc
Proposta do TSE pune caixa 2 com 6 anos de prisão e eleva a multa
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
LULA DEIXOU AS DIGITAIS E ASSUMIU O CRIME
O redator do processo que desembocou no impeachment do ex-presidente Fernando Collor, o jurista Miguel Reale Jr., afirmou, hoje, à Agência Estado que vai mobilizar o movimento "Da Indignação à Ação", encabeçado por ele, para redigir uma petição de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a operação montada pelo Planalto para barrar a prorrogação da CPMI dos Correios, inclusive com promessas de liberação de verbas para parlamentares em troca da retirada de nomes do requerimento, já é "motivo mais que suficiente para pedir o impedimento do presidente". "Ficou configurada a compra de deputados para conseguir barrar uma CPI que investiga seu governo. O presidente não pode mais comandar a Nação", disse. Reale Jr., entretanto, ainda vai aguardar uma reunião com o movimento "Da Indignação à Ação", no próximo dia 22, para definir o pedido. "A proposta é firme e já falei com alguns membros do movimento que estão igualmente envergonhados e indignados. Além disso, ainda hoje vou tentar entrar em contato com a OAB e com o Pró-Congresso." Para o jurista, o presidente não só quebrou o decoro do cargo ao liberar verbas para barrar a investigação, como mentiu à Nação, o que ajuda a configurar o crime de responsabilidade. "Na sua última entrevista, ele falou que não iria interferir nas investigações. Mentiu e agora deve ser responsabilizado com a perda do mandato", afirmou. Segundo o jurista, o pedido pode apoiar-se exclusivamente na operação montada ontem, pelo fato de o presidente ter se envolvido diretamente nas negociações. "Ele deixou suas digitais e assumiu o crime. Os deputados que retiraram suas assinaturas não foram compelidos por alguma ideologia ou raciocínio específico, mas pelo simples suborno patrocinado pelo governo", afirmou.
domingo, 20 de novembro de 2005
Senador Ney Suassuna é acusado integrar esquema de corrupção
Corregedor do Senado diz que não há provas contra Suassuna - jornal da paraiba 05/-9/2006 O corregedor-geral do Senado Federal, senador Romeu Tuma (PFL-SP), afirmou ontem em plenário, durante aparte ao líder do PMDB em exercício, senador Wellington Salgado (MG), que não existe qualquer prova do envolvimento do senador Ney Suassuna com a máfia das ambulâncias. “Em todos os depoimentos que tomei na Corregedoria até agora, nenhum acusa o senador. Até agora não tem nada contra o senador”, declarou Tuma. O senador, que já foi diretor-geral da Polícia Federal, está investigando internamente se houve ou não participação do senador Ney Suassuna no caso das ambulâncias. Ele disse que até agora a única participação comprovada no esquema foi do ex-funcionário Marcelo Cardoso Carvalho. “Ele inclusive chegou a ser preso”, destacou. Tuma disse também que no depoimento à Corregedoria Marcelo não acusou o senador Ney Suassuna. Para Tuma, é preciso que se investigue com cautela e seriedade, uma vez que nos últimos depoimentos e entrevistas, o empresário Luiz Antonio Vedoin tem mudado a versão acusando uns e livrando outros. Com relação à matéria veiculada pela revista Veja, o senador Romeu Tuma disse que não acredita no teor do assunto. “Acho que tudo, que todas as queixas do senador Ney com relação às investigações foram faladas no plenário do Senado”, disse.
Ney se defende de acusações de revista Acusado de integrar a máfia dos sanguessugas, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) ocupou ontem a tribuna do Senado Federal para rebater reportagem publicada pela revista “Veja”, que o acusa de estar ameaçando integrantes do PMDB. Segundo a reportagem, Suassuna teria em mãos um “dossiê” com informações que comprometeriam a alta cúpula do partido. Se os peemedebistas não lhe apoiassem no processo de perda de mandato, o senador estaria disposto a divulgar as supostas informações. Suassuna disse não ser “homem de dossiês” e garantiu nunca ter ameaçado nenhum membro do Senado Federal. “A quem interessaria se indispor com os principais líderes do seu partido? Jamais poderia dedicar algo que não lealdade a todos eles”, afirmou. A reportagem afirma que Suassuna teria distribuído “recados ameaçadores” a colegas de partido, incluindo o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, o ex-presidente José Sarney e o relator da CPI dos Sanguessugas, Amir Lando. Os documentos supostamente comprovariam a participação dos peemedebistas em irregularidades. “Não me bastasse o massacre moral a que fui submetido, ainda tenho que passar por isso”, afirmou. Acusações O ex-líder do PMDB reiterou inocência nas acusações do empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam. “Tenho tanta certeza que a Justiça virá que não tenho tratado deste assunto com ninguém”, afirmou. Vedoin incluiu Suassuna entre os parlamentares que teriam recebido propina em troca da liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias. O senador se mostrou satisfeito com a escolha do senador Jefferson Péres (PDT-AM) para relatar seu processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Segundo Suassuna, Péres é um homem “justo e correto”. Ele afirmou, no entanto, que não vai procurar Jefferson Péres para se explicar sobre as denúncias. “Se for convidado, vou até lá me explicar. Mas não vou procurá-lo, nem a nenhum membro do Conselho”, encerrou.
Conselho faz sorteio de relatores O Conselho de Ética da Câmara sorteou ontem os relatores dos 67 processos de cassação contra parlamentares acusados de participação na máfia dos sanguessugas. O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), designou alguns deputados para relatarem até três processos, já que o órgão possui apenas 28 relatores entre titulares e suplentes para acompanharem cada um dos 67 casos. Izar garantiu que, até a próxima segunda-feira, todos os 67 deputados serão notificados sobre a abertura dos processos. A partir da notificação, eles têm cinco sessões plenárias para apresentarem defesa ao Conselho. Como o Congresso Nacional está em recesso branco até as eleições, na prática a análise dos casos pelo Conselho terá início somente após o primeiro turno, em 1º de outubro. “Eu só posso ouvir testemunhas [apresentadas pelos acusados] depois que os deputados apresentarem defesa. Mas os relatores já vão começar imediatamente a analisar os processos e poderão apresentar sugestões de testemunhas, que podem ser convocadas por eles para serem ouvidas antes desse prazo”, disse. A expectativa de Izar é que as testemunhas de defesa comecem a ser ouvidas na primeira semana de outubro. Mesmo diante da grande quantidade de processos, o presidente do Conselho está confiante de que todos serão julgados pelo órgão até o início de dezembro. “Vamos criar oito subcomissões dentro do Conselho, para cada uma ouvir três ou quatro testemunhas por dia”, ressaltou. Segundo o presidente do Conselho, as testemunhas que forem comuns a vários processos serão ouvidas pelo plenário do órgão. Izar adiantou que pretende ouvir o empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam, e outros envolvidos diretamente nas fraudes para a compra superfaturada de ambulâncias.
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
PRA REFRESCAR A CUCA
ESSA VIDA DE PROFESSORA NAO E FACIL Joaozinho qual e o seu problema? - Sou muito inteligente para estar no primeiro ano. Minha irma esta no terceiro ano e eu sou mais inteligente do que ela. Eu quero ir para o terceiro ano tambem! A professora, vendo que nao vai conseguir resolver este problema, o manda para a diretoria. Enquanto o Joaozinho espera na ante-sala, a professora explica a situacao ao diretor. O diretor diz para a professora que vai fazer um teste com o garoto. Como e certo que ele nao vai conseguir responder a todas as perguntas,vai mesmo ficar no primeiro ano. A professora concorda. Chama o Joaozinho e explica-lhe que ele vai ter que passar por um teste e o menino aceita. O Diretor pergunta para o Joaozinho: - Joaozinho, quanto e 3 vezes 3? - 9. - E quanto e 6 vezes 6? - 36. O diretor continua com a bateria de perguntas que um aluno do terceiro ano deve saber responder. Joaozinho nao comete erro algum. O diretor entao, diz para a professora: - Acho que temos mesmo que colocar o Joaozinho no terceiro ano. A professora diz: - Posso fazer algumas perguntas tambem? O diretor e o Joaozinho concordam. A professora pergunta: - O que e que a vaca tem quatro e eu so tenho duas? Joaozinho pensa um instante e responde: - Pernas. Ela faz outra pergunta: - O que e que ha nas suas calcas que nao ha nas minhas? O diretor arregala os olhos, mas nao tem tempo de interromper... - Bolsos. (Responde o Joaozinho). Mais uma: - O que e que entra na frente na mulher e que so pode entrar atras no homem? Estupefato com os questionamentos, o diretor prende a respiracao... - A letra "M". (Responde o garoto.) A professora continua a arguicao: - Onde e que a mulher tem o cabelo mais enroladinho? - Na Africa. (Responde Joaozinho de primeira.) E continua: O que que entra duro e sai mole pingando? O diretor apavorado. E o Joaozinho responde: - O macarrao na panela. E a professora nao para: - O que e que comeca com "b", tem "c" no meio, termina com "a"e para ser usada e preciso abrir as pernas? O diretor fica paralizado. E o Joaozinho responde: - A bicicleta. E a professora continua: - Qual o monossilabo tonico que comeca com a letra "C" termina com a letra "U" e ora esta sujo ora esta limpo? O Diretor comeca a suar frio. O ceu, professora. - O que e que comeca com "C" tem duas letras, um buraco no meio e eu mesma ja dei para varias pessoas? - CD. Nao mais se contendo, o diretor interrompe, respira aliviado E diz para a professora: - Puta que Pariu!!!! Poe esse moleque como diretor, pois eu mesmo errei todas!!
PODER LEGISLATIVO PARAIBANO HOMENAGEIA CRISTOVAM BUARQUE
EMENTA: Concede Medalha “Augusto dos Anjos”, ao Senador Cristovam Buarque.
AUTOR: Deputado Walter Brito Filho
Sr. Presidente,
REQUEIRO à Vossa Excelência, na forma regimentar e após ouvido o Plenário, que se conceda a Medalha “Augusto dos Anjos” ao Senador Cristovam Buarque, sendo de suma importância este registro de caráter histórico.
JUSTIFICATIVA:
É notória a ansiedade da nação brasileira em busca de líderes para lhe governar. Sente-se nas ruas a transformação da alegria das eleições de 2002, que pôs Lula na Presidência da República e os atuais Deputados e Senadores, no Congresso Nacional, em tristeza e revolta. Percebe-se que as esperanças frustradas abateram a alta estima do povo, dando lugar a um cenário de desilusões. Nunca se viu tanta indignação popular. É doloroso contemplar o quadro desolador que assolou o país. Por outro lado, ainda mais preocupante é o verdadeiro rolo compressor que passa sobre a classe política com o perigo de esmagar a todos sem qualquer distinção. Nesta avalanche, incautos cidadãos são levados a generalizar o conceito de que político é uma praga nacional, sem se ter o cuidado de separar os que fazem exceção a esta regra e lutam para a recuperação moral do país. Se avança sobre todos sem sequer poupar as lideranças mais autênticas, identificadas como imunes às mazelas desta legislatura. Cabe, portanto, o dever de protegê-las e proclamá-las, independentemente do partido a que pertençam, estimulando-as e buscando, para elas, apoio e reconhecimento da opinião pública.
A classe política brasileira foi eficiente para fazer a principal transformação que o país precisava para modernização e reformas. A partir dos anos noventa, sem nenhum derramamento de sangue, derrubou o poderoso regime militar e, progressivamente redirecionou o país para os caminhos democráticos, alcançando a sua sonhada plenitude, com as eleições dos seus dirigentes, em todos os níveis de governo. Conseguiu, desta forma, devolver à nação, o direito de escolher seus Vereadores, Prefeitos, Deputados, Senadores, Governadores e Presidentes.
Refletindo bem, nenhum povo do globo terrestre foi mais sábio do que a nação brasileira na saída e transição de uma ditadura para uma democracia. Esta conquista foi de todos, mas só se tornou possível com o concurso e a inteligência das lideranças políticas, muitas delas ainda em plena atividade, hoje. Foram elas que em época muito mais difícil do que a que vivemos induziram intelectuais, artistas, trabalhadores, jornalistas e estudantes a juntarem-se aos mais variados segmentos da sociedade brasileira para a luta pela redemocratização do país. A partir daí, o povo brasileiro nunca falhou. Sempre aceitou a orientação de suas lideranças e, quando convocado às ruas jamais deixou de dar sua contribuição de cidadania e espírito público.
Elevemos o alto astral. Esta sensação de derrotados e traídos tem que desaparecer para dar lugar a esperança e a fé. Esta é a missão da classe política para a vacinar o contágio do que houve no plano federal que se alastrou pelo país afora e conter a sua generalização. Para isso, as desilusões que deprimem a alma, irritam e fazem crescer a indignação nacional, devem ser alentadas com explicações e atitudes honestas. Ninguém se engane, a nação está ansiosa por grandes líderes. Devemos nos esforçar para evitar que o desespero que cega não ponha na vala comum “gregos e troianos”. Temos que recuperar a alta estima do povo, ajudando-o a acertar novos rumos, assim como fizemos em passado recente, levando-o às ruas, agora, para reconquistar a credibilidade perdida.
Lembremos que o voto é a arma mais inteligente para se fazer justiça e é com esta arma que o povo escolherá proximamente seus líderes. Sejamos grandes para Deus e decentes com o nosso povo. Não podemos esquecer que o futuro depende de nossas ações no presente. É preciso semear agora para colher um futuro melhor. Sabe-se que a nação não precisa de super-heróis, nem de soluções mágicas. Precisa, sim, de líderes honestos, bem-dispostos, cultos e sensíveis, que saibam reconstruir a dignidade nacional, tanto de dirigentes como de dirigidos, na gerência da coisa pública.
Senhores Deputados, temos a elevada honra de apresentar aqui, o nome de um destes homens, que o Brasil consagrou e precisa dele como líder nacional. Ele faz parte da galeria de valores desta conjuntura, que atravessa imune, o contágio da febre de incompetência e de corrupção que atingiu o Congresso Nacional. É a figura do Senador Cristovam Buarque. Ele deu provas de sua idoneidade e competência como educador, administrador, político e intelectual. Tem o perfil do líder perfeito. Transcendeu das suas experiências culturais, nas letras e nas artes, para o exercício consagrado da administração pública. Nele se vislumbram os melhores projetos para recuperação e desenvolvimento do país, através da educação. Sua história, suas idéias e suas propostas pertencem muito mais ao Brasil do que propriamente aos partidos políticos. É um manancial de sabedoria escoando soluções para correção dos males que assolam o país.A Paraíba não poderia ficar omissa neste momento que o Brasil tanto precisa realçar destaques nacionais.
É preciso trocar a mídia que deprime e fere brios, pela difusão do que positivamente eleva a estima nacional. Explorar e propagar as qualidades de um homem público, do quilate de um Cristovam Buarque é uma honra para qualquer cidadão e, para nossa Paraíba é um exercício de educação moral e cívica, transmitido ao Brasil.
Por outro lado, faz-se oportuno lembrar a contribuição política, participativa e heróica dos paraibanos, dada a história do país, cujos maiores vultos também advieram das letras e das artes. Reluziram na literatura, na cátedra, e, principalmente, na administração pública, onde se tornaram grandes executivos e parlamentares. Homens como Epitácio Pessoa, João Pessoa, José Américo de Almeida, Oswaldo Trigueiro de Albuquerque e Mello, Alcides Carneiro, Pedro Moreno Gondim, Ernani Sátiro, Ivan Bichara Sobreira, Ronaldo Cunha Lima, Celso Furtado, João Santa Cruz, Assiz Lemos e tantos outros destaques nacional.
Peço vênia para fazer aquí um registro da atuação do ex-Deputado Assis Lemos na história política contemporânea. São memoráveis suas ações nos episódios dos anos sessenta, muitos deles ligados a vida desta Casa Legislativa. Assis Lemos ainda está em plena atividade intelectual e tem visível afinidade ideológica e política com nosso preposto homenageado, o qual é autor do prefácio de um dos seus livros.
Em face do exposto, senhores Deputados peço que se preste esta justa e merecida homenagem a sua Excelência, o Senador Cristovam Buarque, outorgando-se-lhe a Medalha Augusto dos Anjos, a condecoração de maior expressão cultural do Estado.Quem é Cristovam Buarque?
Engenheiro mecânico, formado pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1966, e doutor em Economia pela Sorbonne, Paris, em 1973. Entre 1973 e 1979, trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, e desde 1979 é professor da Universidade de Brasília, da qual foi reitor de 1985 a 1989. Entre 1995 e 1998 governou o Distrito Federal e em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior votação dada a um político no Distrito Federal. Filiou-se ao PDT em setembro de 2005. É membro do Instituto de Educação da Unesco. Durante o mandato de governador do Distrito Federal, ficou conhecido como administrador que cumpriu seu compromisso com a inclusão social, transformando em lei o que escreveu nos 20 livros que publicou. Entre as diversas soluções criativas para combater a pobreza, imaginadas pelo professor Cristovam e implantadas pelo seu governo, a mais conhecida no Brasil e no exterior é a Bolsa-Escola, responsável por uma revolução na educação e na luta pela erradicação da pobreza. De 1999 a 2002, Cristovam Buarque dividiu seu tempo entre a UNB, seus escritos e a Organização Não-Governamental Missão Criança, criada por ele para promover a bolsa escola, idéia que mantém mais de mil famílias com bolsa escola financiada com recursos privados. Assumiu o Ministério da Educação (MEC) em janeiro de 2003 e permaneceu no cargo até janeiro de 2004. Sua gestão no MEC foi marcada pela obstinação com o compromisso do PT de realizar no Brasil uma verdadeira revolução educacional. Nos 13 meses em que atuou como ministro disseminou a noção de que a educação não é mero serviço ou direito assistencial, e sim a única maneira de construir um País moderno, solidário e eficiente. Suas metas no MEC incluíam a eliminação do analfabetismo; a garantia de escola pública de qualidade para todas as crianças, a partir dos 4 anos de idade, até a conclusão do ensino médio; a formação e valorização do professor, incluindo a duplicação de seu salário; a modernização das escolas e dos métodos de ensino, que incluíam tanto a reforma física quanto a implantação de técnicas de ensino a distância; e uma reforma da universidade brasileira, para que ela responda aos desafios éticos e técnicos do Século XXI. Ao longo de sua carreira, Cristovam publicou mais de 20 livros e colaborou por mais 20 vinte anos com jornais e revistas de larga circulação. Também trabalhou como consultor de diversos organismos nacionais e internacionais do sistema das Nações Unidas. Foi Presidente do Conselho da Universidade para a Paz das Nações Unidas, membro do Conselho Presidencial que elaborou a proposta de Constituição (Constituinte, 1987) e integrante da Comissão Presidencial para a Alimentação, dirigida por Betinho.
Sala das Sessões da Assembléia Legislativa da Paraíba, em 22 de
novembro, de 2005.
WALTER BRITO FILHO Deputado
domingo, 13 de novembro de 2005
Conheça os 66 que retiraram as assinaturas para ajudar Lula
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Cristovam Buarque - Nossas dívidas - Revista abnee - outubro de 2005
Artigo originalmente publicado em espanhol no jornal El Pais. Agora, publicado pela revista da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica - edição de outubro de 2005.
domingo, 6 de novembro de 2005
Prefeitura de Ribeirão abasteceu caixa 2 do PT
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, os papéis em poder do MP e da CPI, somados a investigações baseadas nos depoimentos de Buratti (ex-assessor de Palocci em Ribeirão), reforçam os indícios de de que a empresa pagava "mensalinho" com valor entre R$ 50 mil e R$ 226 mil por mês às prefeituras. Durante entrevista, Palocci negou o suposto esquema.
Segundo o MP, o esquema de arrecadação de dinheiro ilegal funcionava por meio de emissão de notas frias. Em Ribeirão Preto, o Departamento de Águas e Esgotos (Daerp) pagaria à Leão Leão por serviços de varrição que não eram realizados. Por meio de uma manobra contábil, conclui o MP, os recursos entravam na empresa da forma legal e saíam como pagamento de supostos fornecedores; a Leão Leão utilizava pelo menos três empresas para a emissão de notas frias para justificar a transação, mediante o pagamento de 2% sobre o valor de cada uma;
O dinheiro era sacado na boca do caixa em um posto bancário localizado no interior da própria empresa. Os recursos eram, segundo o MP, poteriormente distribuídos para as prefeituras, entre elas Ribeirão. Uma planilha apreendida nos computadores da Leão Leão relacionava os pagamentos a cada município beneficiado pelo "mensalinho". Além de Ribeirão Preto, recebriam também as cidades de Matão, Sertãozinho e Monte Alto - com as quais a Leão Leão mantinha contrato. O dinheiro seria repassado posteriormente ao PT para formação da caixa 2.
Para o MP e a CPI dos Bingos, o total desviado nas operações totaliza R$ 2,8 milhões entre janeiro e dezembro de 2002. Esse montante corresponde à soma de 331 cheques sacados da conta da Leão Leão pelas empresas Comercial Luizinho, Twister e Kaf Bras - acusadas de emitirem as notas frias. Os valores das notas são muito próximos, diz o MP, àqueles presentes na referida planilha encontrada na Leão Leão.
Caso Cuba: Piloto confirma transporte de caixas
O piloto Alécio Fongaro confirma ter levado o petista Vladimir Poleto - ex-assessor do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na prefeitura de Ribeirão Preto - no Sêneca PT-RSX do empresário José Roberto Colnaghi, em 31 de julho de 2002. Na ocasião, Poleto levava três caixas de papelão lacradas consigo, diz Fongaro, que garante desconhecer o conteúdo delas. O ex-assessor foi convocado para depor sobre a denúncia na próxima terça-feira, na CPI dos Bingos. Outras pessoas citadas no caso também devem ser chamadas nos próximos dias.
De acordo com a edição da semana passada da revista Veja, baseada em depoimentos de Poletto e do advogado Rogério Buratti, também ex-assessor de Palocci, essas caixas continham US$ 1,4 milhão ou US$ 3 milhões doados pelo governo cubano para a campanha eleitoral do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.
Buratti disse não ter presenciado a suposta transação e citou como fonte Ralf Barquete, outro homem de confiança de Palocci - morto de câncer em junho de 2004. O ministro afirmou que os relatos dos ex-colaboradores são "fantasiosos". O governo cubano, por meio de nota, também desmentiu as acusações.
O testemunho de Fongaro foi publicado na última edição de Veja. O piloto diz ter decolado de Penápolis, no oeste paulista, e rumou para Brasília, onde telefonou para Poleto - que teria em seguida se dirigido para o aeroporto. Segundo Alécio Fongaro, Poleto pediu para levar as caixas na aeronave e foi atendido.
O destino seria o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas o vôo teria sido desviado para Viracopos, em Campinas, por conta do mau tempo. Logo após a aterrissagem, na tarde de 31 de julho de 2002, Poleto teria solicitado ao piloto que rumasse para o Aeroporto dos Amarais, que também fica em Campinas. Como o aroporto tem dimensões bem mais reduzidas que o internacional Viracopos, diz Fongaro, o petista não precisou declarar o conteúdo das caixas às autoridades e, sem maiores problemas, descarregou as mesmas dentro de um Ômega, supostamente blindado, que já estava à sua espera.
Palocci utilizou jatinho de empresário O empresário Roberto Colnaghi confirma ter emprestado o Sêneca para Poleto, mas se exime de qualquer responsabilidade sobre a utilização do mesmo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, ele deu carona para Antonio Palocci em outra aeronave (um jatinho Citation, prefixo PT-XAC), quando o petista já era ministro da Fazenda. Uma das oportunidades nas quais Palocci usou o avião teria ocorrido em 2 de maio de 2004, após visita à a Agrishow, feira de agronegócios realizada em Ribeirão Preto.
Procurado pela Folha, o empresário não se manifestou sobre a suposta carona. A assessoria de Palocci não tinha se manifestado a respeito do assunto até ontem à noite.
Redação Terra